25 de Junho de 2009

Moonwalker

21 de Junho de 2009

memes for us


Volta e meia vejo gente desprezando memes enviados a eles. Bobagem, o bom da bloggagem não é ficar se exibindo, mas fazer a social. E recebi um, o selo lemniscata, selo que:

 
"...é para blogs que 'demonstram talento, seja nas artes,
nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que,
com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos leitores'.
Regras:
1 - O premiado deverá expor o selo no seu blog e atribuí-lo a sete outros blogs que considere merecedores.
2 - O premiado deverá responder à seguinte pergunta: O que significa para si ser um Homo sapiens? "

Quem me selou foi o simpático Castanhaz Na Parede, blog postado pela Lagarta.Listrada(?). Aqui já agradeço e vou distribuindo meu selo a blogs que admiro:

.
E sobre homosapiens, não me interesso por eles, pois o mundo em breve será dos homo superiors.

Dentro em breve, os desenhinhos retornam. Paz justiça e liberdade para todos nós, dj.

5 de Junho de 2009

A Bailarina no Espelho


Se há um artista que não se aquieta aqui no Maranhão, é o Bruno Azevêdo . Ele tocou na banda de rock mais marcante que São Luís teve , participou lá pelos anos 90 do grupo de hqs Fator RHQ, teve como tema de monografia a defesa do brega de teclado praticado aqui no Maranhão, tem quadrinhos publicados em importantes revistas do país , é criador da fabulosa série Assassino de Funcionários Públicos, e em breve lançará, por grande editora nacional, o épico de uma lenda que se juntará a outras figuras mitológicas no imaginário do Maranhão, como o Rei Sebastião, a Ana Jansen, o bruxo Bita do Barão, o guaraná Jesus e o José Sarney: ele, o terrível monstro Souza . Muitas outras pirações que ele produziu dá para ver no excelente blog dele, o Putaquepariu .
Enquanto o monstro não vem, ele lança o "livro" de contos A Bailarina no Espelho, e sobre o livro deixo que ele mesmo fale:

a bailarina no espelho é um disco, um disco com historinha, como aqueles que a gente ouvia quando era menino.
o disco é um projeto meio velho, que surgiu quando saquei que contratar um ator, gravar e copiar os discos era infinitamente mais barato que imprimir o livro.
parece absurdo, mas é verdade. a conveniência financeira acabou virando uma opção estética e o texto conseguiu uma outra dimensão quando gravado, com texturas que o texto escrito não teria.



O link do download do cd está disponibilizado no abailarinanoespelho.blogspot.com , blog que ele criou para discutir as possibilidades da literatura sonora. Vão lá, é coisa muito fina.

A galerë

Foto da turma de Edificações, de 1999. Eu sou o de chapéu coco azul, que ganhei de presente da ruiva ao lado de Messias, que era o aluno mais brilhante da turma e que hoje vive a vida vendendo churros na porta do cemitério do Gavião.
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Bons tempos...

23 de Maio de 2009

Gaiteiro, toca o negócio aí

Not. Não é pra fazer sentido.
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E vão lá ver a nova webcomic de Rafael Rosa, Clichêlândia . E depois vão ver a nova webcomic de Beto Gomez, A Super Epopéia de Vargas Cristóvão . E depos vão ver a íncrivel página de Girresse para a bizonha saga da Oitava Dimensão , que se aproxima do bizonho fim.

Hasta.

7 de Maio de 2009

Waterworld maranhense

O meu Estado, Maranhão, já vive em estado de calamidade desde sempre, graças a uma rede de poder concentrada em uma família, cuja mesquinhez e ganância colaboraram para que este seja o Estado mais miserável do país há quatro décadas (o pior IDH é o nosso e ninguém tasca). Então, quando uma tragédia natural como chuvas fora de controle ocorrem, e enchentes que já ocorrem sazonalmente atingem níveis catastróficos, a desgraça surge em um nível maior do que o seria normal, pela irresponsabilidade do poder público que nunca desenvolveu estrutura para nada aqui. São, até o momento, 64 municípios que decretaram estado de emergência, inclusive aqui na capital, e mais de 40 mil desabrigados.

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A jornalista Sarita Bastos criou um mapa através do serviço Google Maps para situar os focos de enchentes, constando informações sobre contas para doações ao Corpo de Bombeiros e ao SOS Enchentes Maranhão (que reproduzo mais abaixo, para quem estiver com preguiça de clicar aqui no link do mapa ). Além da localização dos focos, informações atualizadas sobre o número de vítimas e quais rodovias foram prejudicadas (praticamente todas. Sempre usaram farinha de trigo misturado com asfalto para pavimentar as nossas vias).

As doações financeiras podem ser feitas nas seguintes contas:
#BANCO DO BRASIL
Agência: 0242-9
Conta corrente: 31000-X
SOS Enchente Maranhão

#CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AGÊNCIA: 0027
Conta corrente: 1000-2
Operação: 002
Corpo De Bombeiro e Defesa Civil

6 de Maio de 2009

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28 de Abril de 2009

um olho

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25 de Abril de 2009

gatovisão

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23 de Abril de 2009

espaçonave

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É, estou numas de sci-fi.

22 de Abril de 2009

Laerte é um gênio

Laerte é um gênio. Laerte é um gênio. Laerte é um gênio. Laerte é um gênio.

20 de Abril de 2009

O futuro

No mundo do futuro, as pessoas finalmente se cansaram das linhas retas e entenderão que a perfeição é gaudiana. Niemeyer e Corbusier serão considerados um momento infeliz da história da arquitetura. Outra coisa que serão abolidas são as linhas retas, descobrirão que elas oprimem o ser humano, por isso a violência urbana. A exploração das cores será entendida como um bem e o cinza será abolido.

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16 de Abril de 2009

Manifesto dogma

Reproduzo aqui o manifesto Dogma 2009 , lançado por Eduardo Nasi no site Universo HQ (o melhor em notícias sobre quadrinhos):

1) A pluralidade é fundamental. Tendo isso em mente, todo o participante do Dogma deve ler mensalmente quadrinhos de cinco nacionalidades diferentes e de cinco gêneros diferentes. A regra apenas não se aplica a quem ler menos de cinco edições por mês. Nesse caso, ainda assim, não se pode repetir nem nacionalidades nem gêneros.

2) É proibida a leitura de quadrinhos em que personagens ranjam os dentes para expressar raiva ou furor, simplesmente porque essa não é uma reação humana. Humanos gritam, choram, fazem beiço e demonstram emoções.

Quem range dente sofre de bruxismo, e somente personagens com bruxismo declarado poderão ranger sua arcada dentária. Este item, que pode soar ingênuo e despropositado, não deve ser menosprezado, pois resolve aproximadamente 78% dos problemas do mercado de HQs.

3) Como os quadrinhos foram dominados por homens ao longo de sua história, a misoginia não poderia ser vetada de forma alguma. Mas deve-se rejeitar HQs misóginas toscas, de autores que claramente passam a impressão de nunca terem passado a noite com uma mulher de verdade na vida. Em caso de dúvida, o quadrinhista Robert Crumb pode ser considerado um cânone para a avaliação do que é boa misoginia.

4) O uso de saco plástico para proteger os quadrinhos não é aceitável. Bons quadrinhos precisam de oxigênio. Por consequência, veta-se o uso de pinças, luvas ou de qualquer outro tipo de frescura para armazená-los e manuseá-los.

5) O apego ao mundo material, na forma do colecionismo obcecado, tem causado grande mal aos quadrinhos e precisa ser desestimulado. Bons quadrinhos devem circular. Empreste-os ou, preferencialmente, doe-os para que outros possam lê-los.

6) A expressão "É cofre" para designar compra obrigatória de uma HQ está abolida. A aquisição de quadrinhos não pode ser vista como um comportamento ansioso ou desesperado, nem mesmo como um investimento. Além do mais, a ideia de "cofre" implicita a restrição à circulação dos quadrinhos, contrariando o item 5.

7) A publicação de quadrinhos na internet é profundamente incentivada pelo Dogma, desde que as obras sigam o que está estabelecido nele.

8) O Dogma nada tem a dizer a respeito da moralidade envolvida na prática de pirataria digital, que vai da consciência e da postura de cada leitor, bem como da decisão particular de obediência ou não das leis.

Contudo, o Dogma acredita que os autores e editores dos bons quadrinhos devem ser sempre recompensados pelo seu trabalho. Os participantes do Dogma devem ser informados que essa recompensa costuma ser um incentivo para que o trabalho tenha continuidade.

9) As tiras diárias publicadas na imprensa são consideradas um veículo poderoso de catequização do público não especializado. Portanto, todo participante do Dogma é estimulado a entrar em contato com jornais e revistas a que tem acesso para pleitear melhorias na seção de tiras das publicações. Na oportunidade, pode-se solicitar também uma cobertura melhor e mais crítica do setor de quadrinhos.

10) Cada participante do Dogma deverá repassar o texto para outros três leitores de quadrinhos.

15 de Abril de 2009

Fazendo as unhas no abismo

E eis que me pego viciado em blogs, em twitter, em informações, em twittar, em bloggar. Em 4 meses ultrapassei o número de posts do ano passado inteiro, e volta e meia no ônibus ou na firma fico trabalhando mentalmente um texto ou uma hq (tenho umas 5 historinhas em quadrinhos inacabadas nesse momento) para postar aqui. Esse blog é meio que oficialmente um portal de divulgação de meus quadrinhos e minhas ilustras, fico com medo de falar muito de outros artistas e outras obras e desviar assunto das doidices que faço, mesmo por que tem muita gente melhor que eu pra escrever sobre essas coisas sobre a qual escrevo. Então, na vontade de querer colocar algo aqui, finalmente publico uma hq que ficou bom tempo na gaveta.
É  uma historinha bem maluca a contada nela, desenvolvi o texto movido pela vontade de desenhar uma garota fazendo as unhas. É um fetiche meio bobo que tenho, esse de ver mulher fazendo as unhas, e olhando a data da criação da hq, 2006, vejo que a personagem me lembra a minha namorada da época (e lembro ainda que desenvolvi esse fetiche observando-a fazendo as unhas nos dias de domingo na casa dela). O fetiche não vinha da observação dos pés, nem de longe sou podólatra, mas das pernas que se expunham enquanto a mulher está sentada pintando as próprias unhas dos pés. O desleixe doméstico dos cabelos soltos também faz parte do cenário.
O texto tem um certo tom poético imaturo (na época eu iniciava inclusive um blog de poesia) e um fascínio por surrealismo que nunca me deixou. Ele se baseia também em um conto de Kafka chamado Odradek. Talvez não faça sentido para quem o ler, mas faz um profundo sentido pra mim (são tortos os mecanismos da minha mente). Ele foi feito pra ler em papel mesmo, por isso o texto no fim que sobe as paredes de lado.
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13 de Abril de 2009

We are the Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band

Essas caixas dos sucos dos Beatles saíram em uma porrada de blogs e twitts, é uma imagem que não sai da minha cabeça, e por isso posto aqui. Por que, além de ser beatlemaníaco, sou mais ainda fã do Yellow Submarine, magistral longa de animação estrelado pelo Fab Four, de onde essas caixinhas emulam a arte.

Essas caixinhas mexem comigo. Parece que dentro delas tem os sabores mais legais do mundo. É uma promessa mentirosa de um mundo de sensações, um suco com sabor da música dos Beatles, e eu fico imaginando um suco que tenha o gosto daquelas músicas fantásticas, e entristeço de não existir... O pior é que nem de suco essas caixas são, são apenas obra de um designer, o norte-americano Marc Valega. O resultado ficou tão foda que a Bistrô, agência brasileira, fez a versão nacional, com os Doces Bárbaros.
Yellow Submarine entrou pra história conjugando animações tipográficas, pop e op art, psicodelia, nonsense carrolliano e um monte de outras coisas também legais, tudo com o magistral acompanhamento das músicas de John, George, Paul, Ringo e George Martin. Mas a grande força mesmo é o traço e as cores fantásticas do designer tcheco Heinz Edelmann, que deu forma ao filme:

Uma versão em quadrinhos chegou a ser encomendada nos anos 90, várias páginas foram produzidas mas nunca terminadas, devido ao cancelamento do projeto por parte da Apple. As páginas são tão lindas que doem, cortesia de Bill Morison, e outra angústia surge por esse gibi não ter sido finalizado, graças ao carinho com que foi produzido:



Beatles é um universo que nunca pára de expandir. A pluralidade de temas e o jeito como trabalharam temas universais como o amor, além da vontade de assimilar sobre suas asas toda a cultura do século 20, tal e qual está proposto pela capa do divisor de águas Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, justo no momento em que eles se tornam a expressão máxima da cultura popular para, em seguida, se firmarem como pais de tudo o que veio depois. Ecos estão em toda parte, só olhar pro lado sem me mexer muito que vejo um pouco da influência deles, como no recente disco que vem me acompanhando nessas últimas semanas:
É bom pracarai, posso dizer...

 Beatles não tem fim...

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outro pato. mas desta vez um pato new rave

10 de Abril de 2009

quac!

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7 de Abril de 2009

O samba é bom, melhor sou eu que gosto dele

Existem dois mestres Antônios Vieiras pra mim: um é aquele cujas músicas simples e alegres eu gostava de ouvir na rádio através da voz de Rita Ribeiro, na época em que eu ouvia rádio. O outro era o senhor que sempre conversava com o dono da banca da Praia Grande: ao descer da Integração, a primeira coisa que eu faço é sempre ver se tem algum gibi interessante; ficava até chateado ao ver o mestre falando sobre a música dos velhos tempos com o senhor da banca, chateado por que sua cadeira ficava justamente em frente aos quadrinhos. Algumas vezes estava com o violão, afinando ou dedilhando alguma melodia. Mas ele era peça constante nesses inícios de noite; quinta-feira depois de amanhã descerei como sempre no Reviver, e será estranha essa certeza de que o mestre não estará lá.
O mestre Antônio Vieira se foi hoje,  mas a música dele permanece aí pra gente curtir, e dá pelo menos pra ficarmos um pouco felizes de que seu talento foi enfim reconhecido e reverenciado, um tanto quanto tarde, mas antes tarde do que nunca: sua música venceu. Morre o homem, fica a obra.
Imagino com pesar como deve estar agora o dono daquela banca. E, durante a viagem de volta pra casa, no ônibus, não tirava da cabeça aquela música da cocada:

6 de Abril de 2009

Arte de Rafael Rosa .

5 de Abril de 2009

Rizoma


Um site por onde já passei inúmeras vezes é o Rizoma . É uma coleção de textos sobre artes e sobre o uso conceitos artísticos em táticas de guerrilha e subversão. Age, sobre esses textos, ora um espírito cyberpunk, ora ocultista, da anarquia instaurada na poesia, na arquitetura, no cinema e outras artes, e do uso delas em ações ditas "sociais". E não só isso, mas muito mais. Há textos sobre política, sociologia, discussões sobre o poder centralizador das potências econômicas e comerciais. Textos movidos sobre óticas esquerdistas que eu, que estou perto de ultrapassar o primeiro quarto século de vida, não tenho mais idade para levar a sério (não entendam que me tornei também um direitista ou "neo-liberal", não sou tonto).
O rizoma divide-se em colunas com nomes como anarquitextura, câmera-olho e hierografia, assinalando a que campo de arte alude, dando espaço para figuras com Daniil Kharms, William Blake, Pasolini, Madame Satã, Afrika Bambaatah, George Clinton e outros subversores (falo mal do esquerdismo, mas certas crenças subsistem em mim, como a de que "ARTE" digna desse nome é subversiva, termo tão caro a tribos como os punks) encontra-se uma coluna chamada "gibi ".

E é a isso que chamo atenção. Venho a algum tempobuscando textos que pensam a "nona arte". Discussões que não são apenas resenhas de obras ou biografias de criadores. Começo pelo que possa encontrar na net, devido à falta de livros em português, mais anda escritos por brasileiros. Pela dificuldade que se tem de achar muitos "cânones" dos quadrinhos europeus e japoneses em português, prejudica-se uma melhor visão histórica da evolução das hqs.
Assinalo o Rizoma pela visão coerente que eles possuem, na escolha de textos de diversos autores/pensadores, das mais diversas áreas do conhecimento. E, no caso da "gibi", assinalo na preferência por falar de coisas menos óbvias, e quando vão falar em algo que já foi intensamente discutido, como os quadrinhos da Marvel , é pra assinalar um ponto de vista bem pouco usual.
Então dá-lhe uma entrevista com Mike Diana , perseguido pela justiça por seus fanzines extremos, disgustings de uma sexualidade destrutiva; sobre aquela que quase considero a obra-prima de Alan Moore , Promethea (agora que virou filme, paremos de dissecar Watchmen e voltemos os olhos para as outras criações do inglês louco); uma entrevista com Law Tissot , um dessas nomes marcantes dos fanzines brasileiros, que desenvolveu um mundo próprio a partir do imaginário dark futurista dos anos 80, aplicados ao estilo panfletário e poético da produção zineira das duas décadas anteriores à nossa; matérias sobre o chileno Jodorowski e o francês Druillet , que, ao lado de Moebius e Bilal desenvolveram novas vias para a sci-fi, as mais interessantes, posso dizer; da invasão inglesa mais poderosa a surgir após aquela invasão dos anos 60 que revelou ao mundo os Kinks, os Zombies, o Cream; do chamado quadrinho adulto americano, representado pela EC Comics , ediotra inventora do horror e do humor no século XX e que sofreu com a censura , de Robert Crumb e turma, além da movimentação que vem marcando os últimos 25 anos, representado pela editora indie Fantagraphics e dos mestres Daniel Clowes e Charles Burns .

Está tudo no Rizoma . Na matéria sobre Law Tissot , infelizmente está faltando imagens de suas obras, por isso ilustrei este texto com trabalhos dele. Ele é um artista que me fascinou na época que descobri os fanzines. A sua arte poderosa, angular, e os cenários abstratos de alguns quadrinhos, e a falta de roteiros lineares me mostraram que a sci-fi não precisava ser tão careta e bobinha como Star Wars.

1 de Abril de 2009

O enigma de Astherion

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Wanna draw some twisted erotic goth-style sketches based on my wife for me? ou, em mau português: 
Quer desenhar alguns desenhos pervertidos gótico-style baseados na minha esposa para mim?

Foi isso que recebi há uns dois anos (mais exatamente em 28 de novembro de 2007) na caixa de mensagens de minha página no deviantart . Era uma mensagem tão bizarra que eu só poderia responder afirmativamente. Mandando uma mensagem com um simples yes, recebo:

 Here are her photos. Basically ANYTHING goes. You have free reign to draw her doing whatever you want. So, what is the first thing that pops in your head when seeing these pics? You can draw her doing a seductive striptease or engaged in a graphic sex act...

Remember, the more hardcore the better. ANYTHING goes.


Ou, na língua de Camões: Aqui estão as fotos dela. Basicamente QUALQUER COISA vale. Você tem carta aberta para desenhá-la como você quiser. Então, qual é a primeira coisa que passa na sua cabeça vendo essas fotos? Você pode desenhá-la fazendo um striptease sedutor ou engajada em uma ato de sexo...

Lembre-se, o mais hardcore que puder. QUALQUER COISA vale.


QUALQUER COISA, ele assinalava. E, abrindo os links das fotos dela, não passou nada pela minha cabeça, só vontade de rir. Eram fotos do casal, bem pudicas, foto de mesa de escritório, ela uma mulher que nem feia era, mas difícil também chamar de bonita, alguma graça tinha, vá lá. Umas fotos eram de casamento, e outras em um vestido de estampa florida. O link hoje está expirado, e não guardei as fotos.

Mas, não bastando ele deixar minha imaginação livre pra inventar qualquer doidice, ele, em seguida, na mesma mensagem, passa algumas sugestões:

If you wanna go REAL twisted...

Here are more details
-Fucked from behind by Minotaur beast (vaginal or anal)
-wife wearing wedding dress in shreds around waist, elbow length gloves, tiara with veil, hair done up but slightly falling, stockings, high heels,
-Minotaur dick is like 4-5" wide and 15-20" long
-Have her very small compared to Minotaur, only come up to right below it's chest
-Tears down her face because the pleasure is unbearable
-pick a pose to clearly show her face, naked tits, and the penetration
-dress

Ou: Se você quer algo REALMENTE pervertido...

Aqui estão mais alguns detalhes
-F*dida por trás por um Minotauro (vaginal ou anal)
-Esposa vestida de noiva, de corpete, luvas longas, tiara com véu, cabelo penteado mas levemente caindo, meia-calça, salto alto,
-O birro do Minotauro tem entre 4 e 5 polegadas de largura e entre 15 e 20 de comprimento
-Ela  é bem menor que o Minotauro...( o resto desta linha não consegui traduzir, meu inglês é um cocô)
-Lágrimas descendo sua face por que seu prazer é indescritível
-A pose tem que mostrar claramente seu rosto, seios nus, e a penetração
-vestido (aqui ele passava um link de um vestido, mas esse link também expirou)


Aí eu respondi alguma coisa em português e ele não voltou resposta, nunca mais...
Muitos pensamentos passam pela minha cabeça sobre a personalidade desse sujeito... mas é melhor ocupar a cabeça com outras coisas...

mas, porra, um MINOTAURO?????

algumas cores para o primeiro de abril

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O texto que escrevi no post anterior sobre o coletivo Kutikuti saiu também no blog da Baixo Calão.

30 de Março de 2009

As novas cores da Finlândia

Tommi Musturi

Nos anos 60 alguns artistas norte-americanos, influenciados pelos efeitos de drogas alucinógenas, abusaram no uso de cores e na fluidez de formas surreais e criaram a arte psicodélica. Uma geração toda movida pelo rock, pelo jazz e pelos quadrinhos recriaram a art nouveau, com paletas bizarras de cores, provocando vertigens visuais nos incautos. Uma movimentação que se espalhou na mente das pessoas ao redor do globo, surgida nos cartazes  de shows de rock e em publicações independentes de comix , como a Zap .
Revista Kuti
Hoje, uma nova geração, dessa vez  vinda dos lados mais frios do planeta, nos países escandinavos, revivem a psicodelia. Porém, em vez do lsd e do haxixe, das guitarras de Jimmy Hendrix e dos solos de Miles Davis abrindo portas pouco usadas da mente, os cérebros desses novos artistas foram derretidas por anos de exposição aos desenhos animados e ao pisca-pisca frenético de explsões e hadoukens dos video-games. Recriam desta vez a pop art de uma forma bastante característica, e vem chamando as poucos a atenção na Europa, com trabalhos cuja marca forte é uma liberdade sem freios nunca antes sentido nesse cenário bem selvagem de criação. Onde o próprio desenho carrega uma história e uma infinidade de conceitos. Trata-se de uma força no quadrinho escandinavo, trata-se do coletivo Kutikut i.
Revista Glömp
Imagens acumuladas na infância tomam formas insuspeitadas sem desrespeitar sua origem (não se encontra um desenho naturalista, as formas são loucas, são puras, quase gritam). É característica comum a toda uma tendência que já se estabeleceu mundialmente do Japão ao Brasil, de nomes tão díspares como Junko Mizuno  e Jaca , tendo origem em figuras como Rick Griffin , Moscoso , Keith Haring , Gary Panter , e recebe titulações tais como new lowbrow ou surrealismo pop : a releitura de figuras dos cartoons americanos e japoneses com um toque de acidez, sexualidade e violência. E vai se expandindo em uma linguagem própria, um nível de paródia mais sofisticado aparentando simples e agressiva anarquia. 
       Jyrki Heikkinen 
O Kutikuti é a principal referência dessa "escola" na Escandinávia, e tem como publicações-base o jornal de distribuição gratuita Kuti, além da revista Glömp, editada pela Boing Being  (nomes bem sugestivos de suas artes, não?). O Kuti é um jornal de distribuição gratuita e tem as capas mais bonitas do mundo.
Revista Kuti
Tommi Musturi  é o artista que mais se sobressai, editando vários sketchbooks com seus desenhos näif berrantes. É o que mais exagera na cor.  A capa de Death Mostescancara todo o "conceito" de seu trabalho: uma reunião de desenhos produzidos quando ele era um moleque skatista e metaleiro. Vê só os desenhos de Benjamin Bergman no gibi Troll-on: uma história de elfos de dragões... Há também um bom número de quadrinistas mulheres, como a Paulina Mäkelä e Amanda Vähämäki  ( é uma marca do quadrinho finlandês em geral, pelo que andei pesquisando, a proporção de participação feminina é igual a de desenhistas/roteistas homens).
 Death to Most, de Tommi Musturi
Tommi Musturi
Benjamin Bergman
Sami Aho
Paulina Mäkelä
Amanda Vähämäki


(com uma pequena nota a Theo Ellsworth comecei a fazer um trabalho de divulgação de obras de quadrinhos que precisam ser conhecidas por sua alta qualidade. Após uma resenha da revista Café Espacial retorno a escrever sobre trabalhos instigantes com que me deparo na net para que os leitores saibam que há muito mais obras primas além de Watchmen. Na próxima oportunidade falarei do Yoshiharu Tsuge , um dos poucos no Japão que podem estar ao lado de Osamu Tezuka).


27 de Março de 2009

Urubu-rei

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26 de Março de 2009

Homenagem a Carl Barks




Mas também é uma homenagem a Rick Griffin